Arakuine

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  • Random cenas

    Devias tê-lo morto.
  • Sala de Shoto - O magazine de jogos de luta em português (episódio #14)

    Sinceramente, acho que o gajo aceitaria. Comecem a trabalhar nisso.
  • 1 obrigado e 1 até breve PTF o/

    Calma Digos, o pós-operatório é normal ser sofrimento. Daqui a uma semana já te vais sentir muito melhor. Faz parte! Não tenhas pressa.

    E quem diria que esse rico menino aí na foto tanto sal aqui e além-fronteiras iria causar.
  • TAB Z1 - 17 de Fevereiro





    Com o devido agradecimento ao Garuda.
  • Filmes

    Fui ver o Blade Runner 2049 este Sábado que passou.

    Se o filme não tem (nem poderia ter nunca) a mesma qualidade do original, não deixa de ser algo superior aos normais blockbusters que se vêem nas salas de cinema. O Dennis Villeneuve é um gajo com olho e provas dadas (vejam o Sicario, por exemplo, vale a pena), o Ryan Gosling está muito bem e o universo sobre o qual o filme é tecido é tão rico que não era difícil fazer algo bom com um bom realizador ao leme.

    No entanto, a liberdade que o primeiro filme tinha perde-se neste. Os planos são belos, mas seguros, a história interessante mas linear, alguns plotholes aqui e ali também... O filme é uma espécie de replicant do original, o que é irónico - a banda sonora é boa, mas uma cópia (imperfeita) da banda-sonora do primeiro - feita por um compositor (seguro, com provas dadas em Holywood) ao invés de uma banda a experimentar e, com isso, a criar, um imaginário sónico cyberpunk (Vangelis). O primeiro filme não é linear, nem em história, nem em narrativa, nem em estrutura. Já este preocupa-se imenso em explicar tudo ao espectador, e fá-lo amiúde duas, por vezes até três vezes - em indicações cénicas, em imagens e, depois, pior ainda, em diálogos directos. Irrita um bocado, e não é por achar que sou esperto ou perspicaz. Só se cheira aquele medo corporate que dilui tudo no menor denominador comum entre os primeiros screenings para públicos de teste e o lançamento. É um produto seguro. Mas bom.

    Saí de lá completamente satisfeito, vi um bom filme, mas não há que negar - está completamente contaminado pelos hollywood executives. A sorte é que tivemos o Dennis Villenueve a realizá-lo.

    Ainda estou a tentar perceber se o filme é incrível ou apenas um incrível produto para ser digerido e esquecido numa tarde ou noite de fim de semana. Mas - e para simplificar - é muito, muito melhor que 90% da merda que sai nos cinemas, e aconselho a que se vá ver, nem que seja só por isso, pela possibilidade de ver alguma coisa melhor que capeshit movies para adultos acriançados e thrillers da piça de 120 minutos.