Arakuine

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  • O que andam a jogar?

    Respondo apenas, quanto ao teu post, à parte em que criticas o true ending do Bloodborne. Quanto ao resto que disseste guardo as opiniões para mim (concordo com algumas coisas e com outras de todo ou nem por isso, o normal).

    Um dos problemas dos consumidores hoje em dia é terem essa tola necessidade de que tudo lhes seja explicado. Quanto ao true ending do Bloodborne, ele não é para toda a gente e relativamente inacessível, isto é ponto assente. A questão é saber se isso é um problema ou uma falha de jogo. Eu considero que não.

    O Bloodborne é um jogo com uma inspiração, uma estética e um sentido narrativo em certas obras de literatura icónicas de horror e horror cósmico. Isto é bastante óbvio, certo? Há uma noção de pesadelo, do corrompimento de um tecido onírico e das noções de lucidez e de realidade. O jogo, quer percebas ou não a história, está sempre a atirar-te com essas noções à cara - loucura, horror, ayy lmaos e, sobretudo, de INCOMPREENSÃO e de DESCONHECIDO. Qualquer um topa este feel e o próprio jogo presta-se a que não seja necessário explicar-te tudo - pois não há explicações coerentes nesse mundo de pesadelo e ficção científica de horror.

    Portanto, tu tens essa noção. O resto passa pela história e essa, admito, é contada ao estilo de souls games; quem gosta gosta, quem não aprecia não ficar a saber e a perceber tudo e convive mal com isso, normalmente, não gosta (quanto a mim, não sou obcecado quanto ao não conseguir perceber tudo, portanto não me afecta particularmente). No que ao final "verdadeiro" diz respeito, no entanto, não há esse problema: esse aí é aberto mas bem explicado. O problema é que precisas de ter consumido previamente obras de literatura do género para apanhares a homage e perceberes o que de facto eles te estavam a tentar mostrar com o jogo. Em concreto, se leres a obra "Childhood's End" do Arthur C. Clark percebes logo muito melhor sobre o que o jogo, de facto, é. Não leste? Azar. E digo azar porque é claramente o que os devs do jogo decidiram: se sabes sabes, se não sabes azar.

    Isto não tem mal nenhum. É o que é. Nem tudo tem de ser explicado, nem tudo tem ter o véu de mistério levantado, nem tudo tem de ter um payoff a 100% para ti. Bloodborne vai beber ao universo lovecraftiano e ao universo de horror cósmico sobretudo (conceitos que, aliás, se interpenetram). É bastante óbvio quando começas o jogo que o feel é esse. Mas se sabes que não consumiste nada desse tipo de medium, nem leste as obras mais icónicas desse meio, então deves, a meu entender, aceitar à partida o facto de que, ainda para mais jogando um souls games, não vais topar tudo.

    O final faz sentido e explica o universo todo. Tu só não leste os livros certos antes. E isso não tem mal.
  • Vola de Cristal - Previsões futuristicas Street Fighter V

    O jogo, para mim, parece algo aborrecido e com poucas mecânicas para brincar, mas como goza do estatuto de rei dos fighting gaems vai ter uma longa vida como o IV, mesmo com as pessoas a dizerem, desde o momento em que sair até outro SF sair, que é uma merda e isto e aquilo.

    SF tem muita gente a jogá-lo também por causa do estatuto que obteve ao longo dos anos. É tipo os dez mil metros nos anos 80, nos jogos olímpicos - não era a melhor nem a mais divertida prova de se ver mas, na altura, tinha o estatuto de "prova rainha". Na minha opinião, passa-se o mesmo aqui. E porque o jogo será sempre colocado em destaque nos torneios a malta vai dar-lhe longa vida devido à cena competitiva. Seja ou não um bom jogo, seja melhor ou pior do que o IV.
  • Street Fighter V: Qual vai ser o teu main?

    Trish, porque sou pobre.