Arakuine

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  • Lockdown 2016, Histórias e reports

    Sim, bem sei, este fio descarrilou em feels e verdadeiras punhetas dadas uns aos outros com olhares doces e embevecidos e sorrisos cheios de carinho, but I can only indulge myself like this once a year.


    O meu momento zero do Lockdown viu-me a despertar, de repente, na noite mesmo escura de Santa Iria de Azóia com o Tejo ainda ali perto a discernir-se e a pegar mecanicamente no telemóvel para ligar ao Garuda, com quem tinha acabado de estar literalmente dois minutos antes, e dizer-lhe “queria só partilhar contigo que acabei de me aperceber que se me tivessem dito há mês e meio que estaria a dar boleia ao Daigo para irmos jantar fora, ria-me”.

    Depois pensei que é tipo como nos encontrarmos numa situação em que, subitamente, apercebemo-nos que estamos a caçar lebres de calções na tundra siberiana com a Ke$ha. É só daqueles momentos na nossa vida em que – de forma repentina, mesmo clara!, nos recentramos em nós próprios na realidade à nossa volta e nos perguntamos “mas como é que eu vim aqui parar?”. Bem, I winged it. Estava cansado e podre de sono – e eu sou uma princesa do sono, preciso das minhas oito horas e meia – mas raios se não ia ser um bom anfitrião.

    Basicamente o jantar dissolveu-se em vinho verde enquanto explicava por gestos e em português (Daigo, Daigo – olha) que devia aproveitar para molhar o pão no molho das ameijoas. @Razak, companheiro de crime há quatro anos prometido, @Uber que nem uma groupie molhada a falar com o Ryan Hart e o Mega, que mal conhecia mas era como se sempre conhecera, acompanharam-nos na cena. A Miku ser uma porreiraça ajudou (“Porque é que eu vim para Portugal? Olha porque gosto muito de futebol. Mesmo muito sabes”) – instantâneo som na minha cabeça de record scratch.
    É lagarta. Choose your waifus carefully, guys.


    Que dizer? Algo importante de que me apercebi ainda no torneio: mais importante para mim do que este ter sido o melhor Lockdown de sempre – que foi – sobretudo foi o torneio em que mais gostei de estar e o torneio em que mais gostei de participar e onde me senti melhor e acarinhado pelo pessoal. Verdadeiramente parte de uma cena, uma cena sólida, estruturada, com noção de si e virada para o futuro. E isso foi, para mim, muito valioso, e considero que é também valioso para todos os outros que nos conheceram e para todos nós que decidimos virar-nos para isto (jogando mais ou jogando menos). O @Obake merece todos os shoutouts, bem como TODOS os que participaram e que fizeram parte da organização – o ronaaz com a sua boa disposição e paciência incríveis e permanentes, o dante e o kee super profissionais, os moços do stream cujos nomes agora me olvidei… Tudo o que posso dizer mais é que gostava de ter feito mais; gostava de me ter lembrado de me ter oferecido para ajudar no torneio mais cedo para o obake saber que podia contar comigo com maior antecedência, mas a lição está aprendida.
    Bem, esqueçam, isto não vai dar assim, ficava aqui a noite toda.
    Costumo dizer que só decoro nomes e caras de pessoas que me são importantes e este torneio vi-me a decorar instantaneamente toda a gente com quem falava – até já sei quem é o sutorito, é para verem o nível. O lockdown teve tudo – poppofs, hype a rodos, gente trabalhadora, stream monsters, memes (ugh), hienas, pausas, complicações inesperadas de última hora, “stream’s down guys, call spooky”, residente sleepers… a lista continua. Ou seja, para tudo o que correu menos bem e podia ter corrido melhor, RESOLVEU-SE e no final todos – na venue e lá em casa – tiveram uma experiência A SÉRIO, a porem-nos a todos no mapa. Não se esqueçam disso quando daqui a uns meses ou anos o recordarem.
    Somos do caralho. Somos todos top tier


    Os dias correram e fugiram na penumbra da sala e naquele brilho cinzento dos monitores. De repente lembrei-me que zangief em sf2 não faz grande coisa contra os dois shotos de serviço, pelo que voltei a pegar no primeiro fighting game em que pus as mãos na minha vida – e numa máquina arcada, no less – para ganhar ao seven nights e cair, derrotado, pelo orochi depois de tentar punir bem e bonito jump-ins com shoryukens apropriadamente. E depois foi saltar da cadeira e pedir mais uma vez que alguém me arranjasse um stick para poder seguir na minha bracket de Marvel. Um pouco triste que no meu último torneio de marvel nunca tenha jogado com o meu fiel e velho stick, mas hey, por outro lado foi o meu melhor lockdown de sempre. It should have been me up there Digos, mas por outro lado foi a minha melhor prestação de sempre em Lockdowns. Quem diria que ir sem pressão ajudaria?


    Bem, é claro que há muito mais para contar – muitas mais memórias que se irão destrinçar da espuma destes dois dias e que ficarão para serem partilhadas em conversas futuras ou submersas, estou certo, em momentos ainda de maior hype. Mas não quero acabar sem dignidade como o Uber, que revelou o verdadeiro pussy sentimentaloide que é com o seu report.
    See me no Discord e em TEKKEN 7!!!
  • Prendinhas para o Daigo

    Ok, não sei se sabem, mas o Daigo vem ao Lockdown este ano.
    Como supostamente gostamos de receber bem gente de fora que vem cá a casa, penso que seria um gesto bonito oferecermos ao Daigo uma lembrança ou duas.
    Estava a pensar em oferecer-lhe um cd e um livro de autores portugueses. Quanto ao cd, poderia ser algo dos Dead Combo - o Quando a Alma Não é Pequena, Vol. II (quanto a mim, o melhor álbum deles) - mas também poderia ser o Por Este Rio Acima, do Fausto, ou um do José Mário Branco, que têm malhas porreiraças ainda que ele não tope o que se canta.

    Quanto ao livro, considerei ser uma boa ideia oferecer-lhe um do Fernando Pessoa (visto sermos uma nação de scrubs e poetas) em japonês. Existem uns quantos, após pesquisa, no Instituto Camões mas são um pouco caros. Ainda não sei quanto, mas os valores poderão oscilar entre os 30 e os 60 euros.

    O cd já me ofereci para o pagar do meu bolso. Quanto ao livro, gostava de saber se alguém no fórum gostaria de ajudar a comprá-lo. Dependendo do número de pessoas que entrar na cena, tanto podíamos fazer uma vaquinha a dividir por todos ou cada um daria o que pudesse.

    Se alguém tiver ideias que considerem melhores ou, pelo menos, pertinentes, também podem deixá-las aqui.
  • Prendinhas para o Daigo

    Ok, então só para deixar as coisas neste tópico encaminhadas:

    Infelizmente, uma gripe lixada atirou-me para a cama na semana passada e não deu para passar pelo instituto camões para adquirir um livrinho para o Daigo.

    No entanto, comprei-lhe um trio de cds: um humble bundle de Madredeus por dez euros, e outro de Carlos Paredes por sete. Madredeus e Carlos Paredes são fixolas e os estrangeiros costumam curtir. Dead Combo não havia, azareco.

    Quanto às prendas, deixo ao vosso critério quererem entrar ou não. O Twin e o Alvin já se ofereceram para ajudar nos custos. Como até nem foi muito, se formos uns dez a quantia a dar fica irrisória, mas de todo o modo é só para avisar. Pedia apenas uma coisa: estava a pensar em pôr a malta do ptf a assinar os cds para o Daigo. Alguém poderia levar para o lockdown uma caneta apropriada para assinarmos todos? As assinaturas, já agora, não estão dependentes de entrarem com o dinheiro, claro.
  • Guilty Gear™ Xrd -REV2-

    Há*
    <3
  • Filmes

    Fui ver o Blade Runner 2049 este Sábado que passou.

    Se o filme não tem (nem poderia ter nunca) a mesma qualidade do original, não deixa de ser algo superior aos normais blockbusters que se vêem nas salas de cinema. O Dennis Villeneuve é um gajo com olho e provas dadas (vejam o Sicario, por exemplo, vale a pena), o Ryan Gosling está muito bem e o universo sobre o qual o filme é tecido é tão rico que não era difícil fazer algo bom com um bom realizador ao leme.

    No entanto, a liberdade que o primeiro filme tinha perde-se neste. Os planos são belos, mas seguros, a história interessante mas linear, alguns plotholes aqui e ali também... O filme é uma espécie de replicant do original, o que é irónico - a banda sonora é boa, mas uma cópia (imperfeita) da banda-sonora do primeiro - feita por um compositor (seguro, com provas dadas em Holywood) ao invés de uma banda a experimentar e, com isso, a criar, um imaginário sónico cyberpunk (Vangelis). O primeiro filme não é linear, nem em história, nem em narrativa, nem em estrutura. Já este preocupa-se imenso em explicar tudo ao espectador, e fá-lo amiúde duas, por vezes até três vezes - em indicações cénicas, em imagens e, depois, pior ainda, em diálogos directos. Irrita um bocado, e não é por achar que sou esperto ou perspicaz. Só se cheira aquele medo corporate que dilui tudo no menor denominador comum entre os primeiros screenings para públicos de teste e o lançamento. É um produto seguro. Mas bom.

    Saí de lá completamente satisfeito, vi um bom filme, mas não há que negar - está completamente contaminado pelos hollywood executives. A sorte é que tivemos o Dennis Villenueve a realizá-lo.

    Ainda estou a tentar perceber se o filme é incrível ou apenas um incrível produto para ser digerido e esquecido numa tarde ou noite de fim de semana. Mas - e para simplificar - é muito, muito melhor que 90% da merda que sai nos cinemas, e aconselho a que se vá ver, nem que seja só por isso, pela possibilidade de ver alguma coisa melhor que capeshit movies para adultos acriançados e thrillers da piça de 120 minutos.
  • TAB Z1 - 17 de Fevereiro





    Com o devido agradecimento ao Garuda.
  • Game Of Thrones / ASOIAF

  • BlazBlue Cross Tag Battle

    Experimentei o jogo e adorei. Haver 3 tipos diferentes de assist para cada personagem é óptimo, confere imensa profundidade ao neutral, e o movimento é bem porreiro.

    Fui para a demo sem quaisquer expectativas e dezenas de matches depois só fiquei com vontade de comprar o jogo. Vamos ver se, depois das desilusões que foram mvci e dbfz, à terceira é de vez...
  • Dragon Ball FighterZ - Discussão geral

    Não me quero meter na discussão, mas é CLARO QUE HÁ OPINIÕES ERRADAS. Vá lá Skryba, essa não é a melhor maneira de rebater um argumento. Essa palhaçada pós-modernista de que tudo é subjectivo e não há opiniões certas nem erradas e de que tudo tem o seu valor é ridícula.

    Para que conste, já nem jogo dbz precisamente por achar as mecânicas super imbecis. Acho que o jogo teria de ser muito mexido e depois ficaria com o problema de já não ser o que o jogo pretendia originalmente ser.
  • Filmes

    Twin, foi no motel X que vi a curta portuguesa que fez com que risse tanto, tanto tanto que toda a sala acabou a gargalhar comigo. Tinha fumado uma com uns amigos meus antes do filme principal e já íamos em cima da hora e estava bem-disposto, mas sério.
    De repente, começa umacurta com canto gregoriano feminino com algo impossível de narrar - era numa aldeia, havia gajas e um velho (seria o pai das gajas?). Não se percebia absolutamente nada do fio condutor mas as pessoas faziam imensas coisas, sao não falavam, tudo era acompanhado por aquele canto gregoriano interminável. Comecei a rir-me imenso e a tentar controlar-me, mas a dada altura algo se apoderou de mim e comecei com o meu raríssimo riso contagiante. O amigo ao meu lado começou a rir-se descontroladamente também e bem que tentámos fazer pouco barulho, mas era impossível. A dada altura a sala não conseguiu continuar séria perantea parvoíce que se estava a passar e, no fim da curta, TODA a sala estava a rir-se às gargalhadas de uma hist+oria de terror sem ponta que se lhe pegasse.
    Nunca mais encontrei na net a dita coisa. Todo o ambiente - a sala do S. Jorge, o facto de a curta ser portuguesa, a malta estar a tentar ser séria... tudo isso degenerou numa incontrolável torrente de lágrimas de riso.

    Foi mágico.
    O motel x, para mim, está cheio de boas memórias. Essa, em que pus a sala inteira do S. Jorge a rir comigo, é das melhores.
    E boa sorte para o red fight district, gorducho.