O que andam a jogar?

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Comments



  • Joguei The Beginner's Guide.
    É uma espécie de walking simulator que nos mete a pensar sobre a arte e o que queremos dela, neste caso em forma de game development.
  • @obake Agora que dei uma olhada à tua playthrough do Witcher, percebi que nunca tinha visto o gameplay do jogo com atenção. Tem um aspecto brutal. Que gráfica tens e que settings tiveste a usar? Estavas a bater nas 60fps?
  • O meu PC é isto: https://pcpartpicker.com/list/NWcbxY (foste tu que o montaste :D )
    Não sou fps nazi, fiz só uns testes ao começar a jogar e pelo que vi andava sempre em 45~60 fps dependendo da acção no ecrã.
    Mexendo nos settings do jogo (que são extensivos) facilmente consegues chegar aos fps que queres e o jogo é lindo de qq forma.


  • Joguei o Bloodborne.
    Em relação ao jogo base, até curti o jogo, talvez demasiado fácil mas fez-se bem.
    Já em relação ao DLC, sinto que quiseram compensar a facilidade do jogo base e decidiram fazer só bosses incrivelmente cheap e parvos e que são impossiveis de derrotar sem fazer grinding absurdo (para o que tinha sido preciso até aí). Deixei o Kos e o Laurence por matar porque a este ponto já não me estou a divertir e não justifica o sofrimento. Deixo também as chalice dungeons por fazer porque devido ao grind que fiz para conseguir matar o ludwig e a maria estou estupidamente op para isso e também não tem piada apesar de ser um modo que tinha potencial.
    Isto só me deixa a pensar porque é que nestes jogos os inimigos não escalam sempre com o nosso nível. O Witcher faz isso bem e este jogo/série que é suposto ser o expoente máximo de skill e gameplay, se tens níveis a mais ou a menos é para esquecer.

    Enfim, saio triste com o jogo porque o DLC é só situações parvas de hitboxes completamente idiotas, OHKOs e ataques impossives de reagir (ludwig e kos principalmente). Se pudesse pedir o dinheiro de volta do dlc fazia-o porque nao gosto de encorajar este tipo de design. Se soubesse no que me estava a meter não o tinha comprado.

    Também me parece justo mencionar o quao ridiculo é que continuem a fazer estes jogos tão obscuros e obtusos.
    Não devia ser preciso eu estar com o kupo uma hora em chat para ele me explicar como funcionam mecanicas essenciais do jogo. Nao devia ser preciso eu parar de jogar e ir à net para perceber que raio aconteceu na história ou quem são as personagens que me vão aparecendo. Recupero o que escrevi quando terminei o dark souls 3:

    Só tenho pena de eles continuarem a insistir em fazer tudo de forma críptica e obtusa. Não havia necessidade de certas coisas serem tão complexas e obscuras. Também já me incomoda a falta de história/cutscenes/set pieces que dessem um bocado de sumo à coisa. As personagens deste jogo têm mais carisma que qualquer uma de outros jogos AAA, e isto sem terem intros nem histórias claras nem nada. É um desperdício não ser mais aprofundado só para manter esta faceta pseudo hipster "queres história, lê descrições de items".


    Gostava de ver alguém a tentar defender o true ending do jogo e alegar que tem algum jeito aquela cutscene de 5 segundos completamente ambígua que explica absolutamente nada do que aconteceu.

    Enfim, estes jogos são feitos para quem quer passar centenas de horas a investigar tudo e a explorar sistemas e etc e eu simplesmente não tenho esse tipo de disponibilidade nem paciência. Não quero o oposto também (que é a regra hoje em dia infelizmente) de ser spoon-fed tudo e hand-holding a toda a hora, mas não há necessidade de as coisas serem assim tão complexas.
    Vou pensar bem antes de voltar a comprar/jogar jogos destes.
  • edited July 28
    Respondo apenas, quanto ao teu post, à parte em que criticas o true ending do Bloodborne. Quanto ao resto que disseste guardo as opiniões para mim (concordo com algumas coisas e com outras de todo ou nem por isso, o normal).

    Um dos problemas dos consumidores hoje em dia é terem essa tola necessidade de que tudo lhes seja explicado. Quanto ao true ending do Bloodborne, ele não é para toda a gente e relativamente inacessível, isto é ponto assente. A questão é saber se isso é um problema ou uma falha de jogo. Eu considero que não.

    O Bloodborne é um jogo com uma inspiração, uma estética e um sentido narrativo em certas obras de literatura icónicas de horror e horror cósmico. Isto é bastante óbvio, certo? Há uma noção de pesadelo, do corrompimento de um tecido onírico e das noções de lucidez e de realidade. O jogo, quer percebas ou não a história, está sempre a atirar-te com essas noções à cara - loucura, horror, ayy lmaos e, sobretudo, de INCOMPREENSÃO e de DESCONHECIDO. Qualquer um topa este feel e o próprio jogo presta-se a que não seja necessário explicar-te tudo - pois não há explicações coerentes nesse mundo de pesadelo e ficção científica de horror.

    Portanto, tu tens essa noção. O resto passa pela história e essa, admito, é contada ao estilo de souls games; quem gosta gosta, quem não aprecia não ficar a saber e a perceber tudo e convive mal com isso, normalmente, não gosta (quanto a mim, não sou obcecado quanto ao não conseguir perceber tudo, portanto não me afecta particularmente). No que ao final "verdadeiro" diz respeito, no entanto, não há esse problema: esse aí é aberto mas bem explicado. O problema é que precisas de ter consumido previamente obras de literatura do género para apanhares a homage e perceberes o que de facto eles te estavam a tentar mostrar com o jogo. Em concreto, se leres a obra "Childhood's End" do Arthur C. Clark percebes logo muito melhor sobre o que o jogo, de facto, é. Não leste? Azar. E digo azar porque é claramente o que os devs do jogo decidiram: se sabes sabes, se não sabes azar.

    Isto não tem mal nenhum. É o que é. Nem tudo tem de ser explicado, nem tudo tem ter o véu de mistério levantado, nem tudo tem de ter um payoff a 100% para ti. Bloodborne vai beber ao universo lovecraftiano e ao universo de horror cósmico sobretudo (conceitos que, aliás, se interpenetram). É bastante óbvio quando começas o jogo que o feel é esse. Mas se sabes que não consumiste nada desse tipo de medium, nem leste as obras mais icónicas desse meio, então deves, a meu entender, aceitar à partida o facto de que, ainda para mais jogando um souls games, não vais topar tudo.

    O final faz sentido e explica o universo todo. Tu só não leste os livros certos antes. E isso não tem mal.
  • edited July 28
    Concordo com o Arak em tudo o que respeita a narrativa. O bloodborne, por causa da sua temática e da própria história, não podia ser apresentado de nenhuma outra maneira. Seria pura traição daquilo que o inspira (Lovecraft, cosmic horror, e a souls series claro).
    Não só isso como o appeal destes jogos é mesmo desvendares esse mistério. É chegares ao Archdragon Peak, aparecer-te o Nameless King e pensares "Nameless... espera aí caralho este gajo parece o.... Oh shit!", ou olhares para a Maria e pela aparência, items e diálogos concorrentes, perceberes a relação dela com a Doll.

    Não quero uma cutscene que me debita a história e motivações dos personagens. Não quero uma God of War notification a dizer "Lore added". Acho que nã há nada mais desinteressante que possam fazer. Para isso há dezenas de jogos a sair todos os anos.

    Quanto ao gameplay, o Ludwig foi dos bosses mais challenging mas só por fazer muito dano (e estava em NG+). Em termos de hitboxes e animaçoes é perfeitamente compreensível. A Maria é uma luta clássica de boss humanoide, um "mano-a-mano". O Orphão é dificil mas mesmo ele tem como lhe fazer dodge como deve ser, e o Laurence é só a cleric beast 2.0, nem dificil é.
    Importante saber que o DLC é feito para ser mesmo consideravelmente mais difícil (tal como no DS1,2 e 3) e para ser jogado quando tens uma build que conheces e está relativamente optimizada. Se caires lá pra dentro underleveled e sem um bom grasp do sistema, esquece, és destruído.

    As chalice dungeons nao estás overlevelled porque grindaste. As primeiras dungeons nao sao endgame material, sao para ires fazendo quando ganhas o cálice
    O primeiro ganhaste no 2º boss do jogo, por exemplo.
    A partir da 3ª-4ª já começam a acompanhar o teu endgame level. Mas também não são muito divertidas na minha opinião, especialmente se não estiveres interessado em certos aspectos do universo do jogo.

    Uma pena que não tenhas gostado do jogo, mas como disseste, não é um jogo que possas simplesmente jogar como qualquer outro e absorver tudo ao fim de uma playthrough. requer um investimento maior (um bocado maior que os Souls até), mas não há nada que valha a pena que não requira isso.


  • Joguei (e platinei) o Horizon: Zero Dawn.
    Adorei o jogo. A história é interessante, o mundo também, as missões e os dino-bots têm gameplay interessante e o jogo é divertido de jogar.
    O combate do jogo é interessante porque cada dino-bot tem uma maneira especifica de o combater e isso evita mindless mashing (excepto no endgame onde já se está tão overpowered que nem faz muita diferença) o que junto com as caracteristicas bastante diferentes entre os vários dino-bots leva a que as batalhas sejam sempre bastante dinâmicas (e caóticas às vezes). O arsenal de que dispomos também ajuda, temos de todo o tipo de armas e armadilhas para usar, se calhar até um bocado demais. às vezes tornava-se entediante fazer track de todo o tipo de munições e recursos que tinha ou precisava.
    O engine do jogo tem alguns problemas consideráveis. Para além da hit detection ser muito estranha, existem muitas outras (pequenas) coisas que precisam de melhoria. Não me estou a referir a algo tipo Assassins 3 mas está no tier logo a seguir. Aconteceram-me coisas destas por exemplo.
    Supostamente este engine é o que vai ser usado no Death Stranding, espero que até lá o melhorem um bocado.
    De qualquer maneira o jogo está muito fixe, não gostei tanto como o God of War mas é muito bom sem dúvida.
    A seguir faço o DLC que ouvi dizer que é mais dificil (e eu já sou azelha no jogo lol)
  • @obake também amei o jogo mesmo. Infelizmente fiquei disappoint com o DLC, k fiz mais recentemente. Não é mau, mas é mesmo só mais do mesmo.


  • Joguei o DLC do Horizon, Frozen Wilds.
    É praticamente mais do mesmo, as novas machines são bastante desinspiradas e não acrescentam muito, e a história do DLC também é bastante fraca.
    Tem armas novas interessantes e tem uma missão no fim em que finalmente dão um arsenal específico e não podemos simplesmente spammar top tier firepower. Acho que o jogo tinha a ganhar com mais desafios destes.
    Este DLC é só mesmo para quem platinou o jogo e quer mais.


  • Joguei o Grow Home.
    Destaca-se apenas pela jogabilidade que é ao mesmo tempo super divertida e super má... acho?
    O controlo do robô fez-me lembrar o GTA IV quando o Niko estava bêbedo, o controlo é tal e qual.
    Mesmo assim é engraçado andar por lá a tentar chegar aos sitios e é uma experiência diferente.
  • "O controlo do robô fez-me lembrar o GTA IV quando o Niko estava bêbedo"
    Pretty accurate :D


  • Joguei o Child of Light.
    É um RPG simples mas porreiro.
    É por turnos e tem a cena do ATB e de interromper inimigos se usado de forma certa.
    O jogo só tem duas dificuldades, casual ou expert. Eu joguei em expert e em qualquer luta se podia morrer, foi um bom desafio. O jogo tem mecânicas interessantes mas acho que podiam ter explorado mais as coisas. É tudo bastante simples e sem muitos segredos. Fiz tudo o que havia pra fazer no jogo e durou-me 14h só.
    Vale a pena jogar se quiserem um RPG simples mas desafiante.
  • edited August 17
    OST is pretty cool too. (Composta pela Couer de Pirate, french singer, has some good stuff).
  • Funfact: A ost do child of light foi um GRANDE motivo pelo qual comecei a aprender violino.
  • Adorei child of light mesmo, únicos senãos sendo que achei bué fácil d+ mesmo em expert e muito curtinho.

    Mas de resto, art direction linda, ost fantástica, história mto fixe, personagens muito porreiros, sistema de combate giro.


  • Joguei o Hue.
    Foi um jogo dado no Plus, puzzler platformer engraçado onde se troca cores para resolver os puzzles.
    Para além de lógica tem alguns puzzles que dependem de execução. Mesmo assim só nalgumas das últimas salas é que deu alguma luta, mas faz-se bem.


  • Wizard of Legend: Birdseye roguelike estilo isaac, a gimmick deste jogo é que estás sempre a descobrir ou a comprar feitiços para o teu arsenal. Tou a curtir montes do jogo. Já pus umas boas horas e não cheguei nem perto do terceiro feiticeiro, morro smp na terceira gauntlet. Os feitiços estão todos bem fixes e é altamente satisfatório conseguires descobrir combos entre o teu leque de feitiços p limpar inimigos. Co-op é um bónus adicional.

    Também comprei o The Mummy: Demastered ontem. Ainda só joguei uma horita mas, vidrado que sou em Metroidvanias, já tou completamente rendido a este. Full verdict em breve.
  • Estou a jogar Shenmue HD e ainda nem o tenho (sai amanhã btw).


  • Joguei o Rayman Legends.
    Este e o Origins são jogos muito bons mesmo. Gameplay bom, niveis super interessantes, humor simples mas com piada.
    Já tinha jogado o Origins há bastante tempo mas gostei tanto que tinha ficado de jogar o Legends e ainda bem que o fiz que o jogo está mesmo fixe.
    Os niveis musicais são incriveis.
  • Acho o Rayman Legends o melhor jogo de plataformas de sempre e joguei sozinho, estou a ver se jogo com o marido soon. É daqueles jogos que não me importo de passar mil vezes.

    On topic só comprei agora o Overwatch e anda me a consumir a vida better late than never i guess
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